12 setembro 2012, às 17:52

Entrevista: Roberta Campos

 
por Marcelo Costa
 
Roberta Campos vem conquistando pouco a pouco seu espaço no cenário musical brasileiro. Devagar e com a calma mineira que trouxe do berço, a cantora de Caetanópolis chega ao seu terceiro álbum solo (segundo pela Deck), grava músicas de Paulinho Moska, Frejat e Zélia Duncan, e vê o público nos shows aumentar cada vez mais.
 
Neste bate papo feito por e-mail, Roberta fala sobre a sofisticação do novo disco, "Diário de um Dia", conta que está cantando uma música dos Los Hermanos nos shows e diz que acompanha a nova cena brasileira: "Estou sempre antenada as novidades e descobrindo coisas legais", diz ela. Com vocês, Roberta Campos:
 
 
O que “Diário de Um Dia”  representa para você?
Diário de um Dia”, pra mim, representa uma evolução, um crescimento e amadurecimento em todos os sentidos. É um disco especial, porque junta todo aprendizado de uma caminhada, desde o inicio em 1999, onde decidi me dedicar exclusivamente à música. Nesse disco eu trago um sentimento muito grande de realização e certezas, onde me encontro ainda mais como ser humano. Antes dele veio o “Varrendo a Lua”, e antes destes dois tenho o “Para Aquelas Perguntas Tortas”, gravado independente e de forma muito “solitária” e “artesanal”. 
 
Há mais arranjos de cordas neste novo álbum. Foi proposital?
Sim, tem muitos arranjos de cordas! Eu sempre gostei muito de cordas e meus dois discos anteriores trazem um pouco disso, mas no “Diário de um Dia” acho que veio mais devido a nossa entrega ao que as canções pediam. Na verdade acho que foi proposital pelo fato de fazermos o que a música recitava e ao mesmo tempo não porque não chegamos com essa ideia em usar tantas cordas… aconteceu.  O disco tem arranjos de Lincoln Olivetti e Otávio de Moraes.
 
Além das suas próprias canções, o novo disco traz músicas de Paulinho Moska, Frejat e Zélia Duncan. O que você destaca em cada um dessas músicas?
Fiquei muito feliz em gravar canções desse pessoal tão querido e que são influencias pra mim. Destaco nessas canções uma sincronicidade muito grande com as minhas canções e isso é o mais importante em um disco: as canções falam entre si. 
 
O primeiro single foi “Sete Dias”. Você acha que ela representa bem o trabalho?
No primeiro momento, “Sete Dias” seria o primeiro single, mas, por fim, decidimos que seria “Diário de um Dia”, porque está canção é um grande cartão do que é esse disco novo e com isso também quis dar o nome do disco com o nome da canção. 
 
Como está a transposição de “Diário de Um Dia” para os palcos? Como será esse novo show?
O show é pulsante. Deixamos as guitarras e no set list há a maioria de canções do trabalho novo! Além dessas, algumas canções dos discos anteriores continuam no repertório e faço uma releitura de “A Flor”, dos Los Hermanos!
 
Li que durante as gravações você estava ouvindo de Beatles e Djavan até My Morning Jacket e George Harrison. Como você definiria seu gosto pessoal?
Eu amo a música. O que toca meu coração é o que gosto. Canções que me prendem e emocionam. Sempre estou ouvindo as canções que embalaram sempre minha vida e  adoro conhecer cantores e bandas novas, estou sempre em busca das canções.
 
Nós estamos vivendo um ótimo momento na música brasileira, com uma nova MPB surgindo forte. Você acompanha outros artistas da sua geração?
Acompanho! Adoro ouvir musica e conhecer cantores e bandas novas, estou sempre antenada as novidades e descobrindo coisas legais!